Resumo
de Norma Sox para área
de T.I.
A Sarbanes-Oxley, ou simplesmente Sox, é uma
lei criada nos Estados Unidos
para aperfeiçoar os controles financeiros das empresas que possuem capital
na Bolsa de Nova York, incluindo cerca de 70 empresas brasileiras. Esta lei veio
em decorrência dos escândalos financeiros das empresas Enron, Worldcom
e outras que pulverizaram as economias pessoais de muitos americanos. A lei foi
promulgada em 30 de julho de 2002 e prevê multas que variam de 1 milhão
a 5 milhões de dólares e penas de reclusão entre 10 e 20
anos para os CEOs (Chief Executive Officer) e CFOs (Chief Finance Officer) das
empresas.
Estima-se que as empresas americanas gastarão entre 2 e 5 milhões
de dólares para a adequação de seus controles internos a
Sox.
Uma das premissas da Sox é que as empresas demonstrem eficiência
na governança corporativa. Uma referência nessa área é o
modelo de governança COSO (www.coso.org), criada em 1985 por iniciativa
da National Comminsion on Fraudulent Financial Reporting para definir processos
para o controle interno das empresas. O COSO define que o controle interno é um
processo, e deve ser exercido por todos os níveis da empresas. Os processos
devem ser desenhados para atingir os seguintes objetivos: (1) efetividade e eficiência
na operação; (2) dar confiabilidade nos relatórios financeiros;
(3) atender as leis e regulamentações dos órgãos
públicos.
Nesse contexto, a área de Tecnologia da Informação (TI)
tem um papel importante, onde o próprio COSO faz um comentário
especial. A área de TI deve cobrir todos os aspectos de segurança
e controle das informações digitais da empresa, devendo desenhar
processos de controle das aplicações para assegurar a confiabilidade
do sistema operacional, a veracidade dos dados de saída e a proteção
de equipamentos e arquivos. Para cumprir essas exigências os CIOs devem
rever todos os processos internos cobrindo desde as metodologias de desenvolvimento
de sistemas até as áreas de operações de computadores.
Além disso, promover uma conscientização nas áreas
usuárias de seus recursos sobre os aspectos de segurança e cuidados
na manipulação das informações, tais como: e-mails,
compartilhamento de diretórios nos PCs, compartilhamento de senhas de
acesso aos aplicativos, etc. Estes aspectos de engenharia social também
devem ser reforçadas para o pessoal de TI, que as vezes não conseguem
determinar os riscos de segurança em suas soluções.
Para atender aos novos desafios da governança corporativa, as áreas
de TI contam com alguns modelos de gestão que se aplicados asseguram a
conformidade com as melhores práticas de processos e segurança
da informação. Podem-se listar os seguintes modelos: (1) CobiT
para a governança de TI; (2) ITIL para a gestão de serviços
de TI; (3) DRI para a especificação e operação de
planos de continuidade de negócios; (4) ISO 149977(ou a BS-7799) para
a gestão de segurança da informação; (5) CMM que
define um modelo de gestão para o desenvolvimento de software.
Entendo que a adequação a esses padrões internacionais traga
um custo extra às empresas, podem significar a perda de competitividade
no mercado no curto prazo. Entretanto, no médio e longo prazo esses controles
passarão a ser um diferencial positivo para atrair novos investimentos
e segurança aos acionistas.
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